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	<title>Os Verdes &#187; &#8220;partido verde alemao&#8221;</title>
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	<description>Os Verdes de Galicia</description>
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		<title>Partido Verde alemão completa 30 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 23:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>juan</dc:creator>
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		<category><![CDATA["os verdes"]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>De facção de protesto a &#8216;establishment&#8217;: os verdes celebram na Alemanha três décadas de existência em defesa de causas como pacifismo, proteção ambiental e direito das mulheres.
O parlamentar grisalho Hans-Christian Ströbele, reeleito quatro vezes deputado no Parlamento alemão, ocupou sua cadeira pela primeira vez em 1985, como representante do Partido Verde.</p>
<p>&#8220;Na Alemanha, os verdes surgiram como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De facção de protesto a &#8216;establishment&#8217;: os verdes celebram na Alemanha três décadas de existência em defesa de causas como pacifismo, proteção ambiental e direito das mulheres.<br />
O parlamentar grisalho Hans-Christian Ströbele, reeleito quatro vezes deputado no Parlamento alemão, ocupou sua cadeira pela primeira vez em 1985, como representante do Partido Verde.</p>
<p>&#8220;Na Alemanha, os verdes surgiram como críticos do sistema partidário vigente. Eles não queriam ser como os outros e por isso criaram uma série de critérios formais. Pretendiam fazer algo substancialmente distinto dos outros e não queriam ser um partido no sentido tradicional do termo&#8221;, lembra Ströbele, hoje com 70 anos.</p>
<p>Ameaças armamentistas<br />
Cota para mulheres, a proibição de cargos partidários internos para deputados e uma direção divida por dois membros: essas eram algumas das novidades entre as diretrizes verdes.</p>
<p>No início de 1980, surgiu o Partido Verde alemão, composto por membros de diversas pequenas facções verdes e alternativas. Estava mais que na hora de isso acontecer, relembra Ströbele. &#8220;Havia inconveniências graves na sociedade. Havia a ameaça de destruição de todo o mundo pela corrida armamentista&#8221;, recorda ele.</p>
<p>Novos temas</p>
<p>Os partidos tradicionais não tinham interesse em discussões acerca de desarmamento, direitos para as mulheres ou proteção ambiental – todos temas novos para a época. Num antigo spot publicitário de 1980, uma criança e um idoso conversam à beira de um rio: &#8220;Papai, por que os peixes estão mortos?&#8221;, obtendo a resposta: &#8220;Porque a indústria envenenou a água do rio Reno&#8221;. &#8220;E quem contou isso?&#8221;, pergunta o menino. &#8220;Os verdes&#8221;, termina o spot.</p>
<p>Nas eleições parlamentares de 1980, os verdes conseguiram 1,5% dos votos. Três anos mais tarde, já atingiam 5,6% dos votos, ultrapassando a marca dos 5% necessária para ingressarem no Bundestag.</p>
<p>Petra Kelly, parlamentar recém-eleita ne época, nomeava as metas dos movimentos de protesto pelos quais lutava: &#8220;Para mim, é uma forma de compromisso com o movimento o fato de agora estarmos ocupando cadeiras no Parlamento. Nunca iremos trair essas esperanças. Essa é uma promessa que faço pessoalmente a vocês&#8221;, afirmava Kelly.</p>
<p>Aparência diferente<br />
A desconfiança em relação a instituições democráticas era forte entre os eleitores. Talvez exatamente por isso os parlamentares verdes tivessem a necessidade de demonstrar o quão distintos eram, como lembra Ströbele: &#8220;Com ramos verdes, uma aparência totalmente diferente e, o que era mais importante ainda, com conteúdos muito distintos em seus discursos&#8221;.</p>
<p>Naquele momento, os verdes ainda não precisavam sujar as mãos na atuação governamental; simplesmente impulsionavam as discussões políticas do país através de seu trabalho de oposição. Outros partidos como CDU, FDP e SPD começaram a se ver obrigados a pensar sobre temas &#8220;verdes&#8221;. Foi quando, em 1985, o partido passou a compor um governo estadual, em Hessen, e Joschka Fischer se tornou secretário estadual do Meio Ambiente.</p>
<p>Calçando um tênis e vestindo um blazer informal na hora da posse, ele passou a ser chamado de &#8220;ministro alternativo de tênis&#8221;. No entanto, foi exatamente Fischer que, ao longo dos próximos anos, tentaria pragmaticamente ajustar o partido às exigências da política. Ou seja, Fischer fazia parte da ala dos &#8220;realos&#8221; dentro do partido, que acabou por suplantar a oposição interna dos mais ortodoxos ou fundamentalistas, ou seja, os &#8220;fundis&#8221;.</p>
<p>No governo</p>
<p>O próximo passo foi dado em 1998, quando os verdes passaram pela primeira vez a formar, junto com o SPD,  uma coalizão de governo em nível federal. Fischer se tornou ministro do Exterior e teve que arcar com a responsabilidade sobre a participação da Alemanha na Guerra do Kosovo.</p>
<p>Em 1999, essa postura gerou tumultos na convenção do partido, realizada em Bielefeld. &#8220;Eu já estava esperando. Quem está falando aqui é um defensor da guerra, não é mesmo, e Milosevic vocês sugerem para receber o Prêmio Nobel da Paz&#8221;, ironizou Fischer na época.</p>
<p>Ações polêmicas<br />
O envio de tropas alemãs ao Afeganistão foi outra ação que se deu sob responsabilidade dos verdes no governo. &#8220;O que foi feito de nossas convicções?&#8221;, perguntavam-se muitos no partido. Mesmo com um ministro verde do Meio Ambiente, na época Jürgen Trittin, as usinas nucleares do país se mantiveram em pleno funcionamento.</p>
<p>No entanto, a coalizão verde-social-democrata acertou com os fornecedores de energia uma diminuição gradual da produção de energia nuclear, incentivando pela primeira vez energias renováveis. &#8220;Acreditamos que, de preferência junto com o empresariado, será possível minimizar os riscos do uso de energia atômica, também em combinação com os acertos sobre o prazo de funcionamento das usinas&#8221;, afirmava Trittin.</p>
<p>Terno e gravata</p>
<p>O parlamentar Christian Ströbele, que se recorda do mal-estar dentro do partido naquele momento, lamenta que os verdes tenham abdicado de várias posições mais radicais. O partido foi se estabelecendo e hoje seus políticos trajam terno e gravata, como os de outros partidos.</p>
<p>Nas últimas eleições parlamentares, contudo, os verdes ultrapassaram os 10% dos votos de todo o país. &#8220;Nossos redutos são, por exemplo, regiões metropolitanas como Berlim, onde já não se questiona mais se os verdes vão ser algum dia um partido popular; aqui eles são simplesmente a facção mais forte&#8221;, celebra Ströbele.</p>
<p>Autor: Heiner Kiesel (sv)</p>
<p>Revisão: Simone Lopes<br />
Fonte :http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5124180,00.html<a href="http://www.osverdes.org/blog/wp-content/uploads/2010/01/bundnis90_grunen.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-216" src="http://www.osverdes.org/blog/wp-content/uploads/2010/01/bundnis90_grunen-300x173.gif" alt="" width="300" height="173" /></a></p>
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