Alemanha/Eleições: Os Verdes 11 por cento na derradeira sondagem
Ein richtige abend
Angela Merkel e os democratas-cristãos (CDU/CSU) reúnem claro favoritismo nas legislativas alemãs de 27 de Setembro, mas resta saber se a chanceler consegue a maioria absoluta com os Liberais (FDP) para formar novo governo.
Caso o centro-direita falhe este objectivo, o único cenário admitido pelos analistas é a reeditação da actual aliança da CDU/CSU com os sociais-democratas (SPD).
Mesmo que haja uma maioria aritmética dos três partidos de esquerda, repetindo-se o desfecho das eleições gerais de 2005, o SPD, cujo objectivo é voltar a governar com os Verdes, como fez de 1998 a 2005, já declarou que não fará alianças com os neocomunistas do Die Linke (A Esquerda).
Outro cenário possível, a chamada “Coligação Jamaica”, com base nas cores da CDU/CSU (preto), dos Liberais (amarelos) e dos Verdes, já foi posto categoricamente de parte pelos ambientalistas, devido às divergências que os separam do bloco conservador.
Na derradeira sondagem publicada hoje pelo Instituto Forsa, a CDU/CSU somava 37 por cento, o SPD 24, os Liberais 12, os Verdes 11 e o Die Linke 10 por cento.
Nas preferências para chanceler, Merkel obtinha 56 por cento, contra apenas 24 por cento do seu rival directo, o social-democrata Frank-Walter Steinmeier, apesar de este ter ganho o único duelo televisivo, no domingo passado, de acordo com os inquéritos de opinião feitos pela televisão pública.
A campanha eleitoral tem sido pouco emotiva e os slogans dos partidos inócuos, como ilustr am alguns exemplos: “Nós Somos a Força” (CDU), “Educação é Um Direito Cívico”, (FDP), “O Nosso Pais Consegue Mais” (SPD).
Os analistas atribuem esta placidez ao facto de parecer tudo decidido e também de os dois principais candidatos terem sido, simultaneamente, as duas principais figuras do governo nos últimos quatro anos.
Os únicos temas controversos são a renúncia à energia nuclear e a introdução de um salário mínimo, mas o SPD tem dificuldades em atacar os conservadores, porque Merkel não recusa liminarmente tais projectos, antes propõe uma via mais moderada de os concretizar.
Além disso, “o SPD tem de fazer uma campanha de confronto, com um candidato que não se adapta bem a esse papel”, observou o matutino tageszeitung.
Para o politólogo Franz Walter, da Universidade Livre de Berlim, o SPD “não consegue mobilizar de forma credível o seu próprio eleitorado contra a CDU/CSU e os Liberais, porque precisa deles como parceiros de governo”.
O facto de a campanha eleitoral ser tranquila e não se vislumbrar uma intensificação do combate político nos últimos dias “não é garantia, porém, de que o resultado não será surpreendente”, advertiu a professora Renate Koecher, do Instituto de Demoscopia Allensbach.
Nas legislativas de 2005, a CDU/CSU, com 35,2 por cento, ficou um escasso ponto percentual acima do SPD, apesar de as sondagens apontarem na altura para uma ampla vantagem dos conservadores.
Fonte :http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=14392











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